Fogueira (tortura)

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Padre

Queimar na fogueira é um ato de caridade católica que visa a salvar a alma imortal do pecador através da destruição do seu corpo terreno e efêmero. O costume de queimar pessoas na fogueira não foi uma invenção cristã, porque, na Roma Antiga, a iluminação pública era feita através de cristãos que eram queimados em público.

Mas os pagãos reclamaram do Imperador Nero por causa disso, porque os cristãos, em vez de gritarem de dor quando eram queimados, ficavam cantando hinos de louvor a Jesus e enchendo o saco deles, por isso os romanos trocaram os cristãos por outros combustíveis menos barulhentos, como óleo de baleia ou azeite de oliva. Na Idade Média, quando os cristãos trocaram de lugar com os pagãos e passaram a mandar e desmandar, a tradição de queimar pessoas na fogueira voltou. Só que agora, em vez de ser uma ímpia forma de diversão pública, tornou-se uma forma piedosa de salvar a alma do infiel.

Funcionava assim: ao infiel, era dada uma última chance. Se ele se arrependesse e aceitasse o santo batismo na Igreja Católica, o carrasco o estrangularia, e seria queimado apenas depois de morto. Se não se arrependesse, a fogueira era lenta o suficiente para dar tempo ao infiel, enquanto era queimado, de se arrepender e ter sua alma salva. Ou seja, era um ato de caridade, para ajudar a pessoa que estava no mal caminho a ser salva.

Infelizmente, com o Renascimento, o Iluminismo e a Revolução Francesa, este costume piedoso e cristão foi abandonado. Os revolucionários franceses, por exemplo, aboliram esta forma de dar ao pecador uma última chance, trocando pela execução na guilhotina, que, por ser muito rápida, não permitia o arrependimento. Hoje em dia, os únicos que ainda praticam a queimação de pessoas sãos os traficantes, pessoas altamente religiosas e conscientes da imortalidade da alma.